Filtro: Vinhos, Portugal, Tejo, Quinta da Alorna

Região: Tejo (Portugal)

Cidade: Almeirim
Enóloga: Enga. Martta Simões

(FUNDADA EM 1723)
Este produtor tem mais de 280 anos de história. Em 1723, D. Pedro de Almeida (1688 / 1756) comprou a Quinta de Vale de Nabais. Em meados do século XVIII, viria a ser omeado Vice- Rei da Índia. Distinguindo-se por atos de bravura na tomada da praça forte de Alorna, o Rei de Portugal, D. João V concedeu-lhe o título de Marquês de Alorna. Regressado a Portugal, mudou o nome da sua quinta para Quinta da Alorna e plantou as primeiras vinhas.?Para os padrões portugueses, a Quinta da Alorna é uma grande herdade (fazenda) com os seus 2.800 hectares. As vinhas ocupam 220 hectares na Charneca, as florestas (sobreiros, eucaliptos e pinheiros bravos e mansos) 1.900 hectares e as culturas agroindustriais (milho, trigo, beterraba, ervilha e tomate) 360 hectares. As instalações deste produtor são muito bonitas merecendo destaque a adega antiga cheia de história, a adega moderna bem equipada, o palácio da Quinta da Alorna inteiramente restaurado, a escola de equitação e uma vinha com finalidade pedagógica onde em apenas 0,5 hectare podemos observar 9 castas brancas e 18 tintas.

Para mais informações visite o site www.alorna.pt

MARQUESA DE ALORNA?D. LEONOR DE ALMEIDA PORTUGAL
(1750 – 1839)
Leonor, Alcipe (nome poético), Condessa d’Oeynhausen por casamento, Marquesa de Alorna – nomes de uma mulher única e plural, inconfundível entre as elites européias. Com a sua personalidade forte e enorme devoção à cultura, desconcertou e deslumbrou o Portugal dos séculos XVIII e XIX, onde ser mãe de oito filhos, católica, poetisa, política, instruída (falava com fluência francês, inglês e alemão), viajada, inteligente e sedutora era uma absoluta raridade. Viu Lisboa e a infância desmoronarem-se no terremoto de 1755, passou dezoito anos atrás das grades de um convento por ordem do marquês de Pombal e repartiu a vida, a curiosidade e os afetos por Lisboa, Porto, Paris, Viena, Avinhão, Marselha, Madrid e Londres. Viveu uma vida intensa e dramática, sem nunca se deixar vencer. Privou com reis e imperadores, filósofos e poetas, influenciou políticas, conheceu paixões ardentes, experimentou a opulência e a pobreza, a veneração e o exílio.?Atravessou quatro reinados. Foi dama da Rainha D. Carlota Joaquina. Viu o Império do Brasil tornar-se formalmente independente de Portugal. Assistiu as pretensões de D. Pedro, Imperador do Brasil, em herdar duas coroas: a imperial e a real. O casamento da Marquesa de Alorna com Carlos Augusto d’Oeynhausen foi realizado na bonita capela da Quinta da Alorna. O jantar e a noite de núpcias ocorreram no Palácio da Quinta da Alorna. Antes de se casar, o marido da Marquesa de Alorna teve um filho com outra mulher, João Carlos d’Oeynhausen (1776 -1838). O João Carlos sempre foi muito bem recebido pela Marquesa de Alorna e teve o privilégio de receber uma parte da sua educação da culta marquesa. Esta educação muito contribuiu para a sua carreira brilhante como Brigadeiro do Exército, Governador do Pará, Ceará, Mato Grosso e São Paulo, Ministro das Relações Exteriores e da Marinha do Brasil.

Recomendamos a leitura do livro Marquesa de Alorna da Editora Oficina do Livro www.oficinadolivro.pt, uma história de amor à Liberdade e de amor a Portugal. A história de uma mulher apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora que nunca desistiu de tentar ganhar asas em céus improváveis, como a estrela que, em pequena, via cruzar a noite. Com uma linguagem leve e envolvente, o leitor é “transportado” para os séculos XVIII e XIX. O resultado é que as 672 páginas deste romance histórico são “devoradas” em poucos dias.